Dançando com o absoluto

Jesús Fonseca surpreendeu-nos com esta foto tirada em Varanasi, não muito longe do rio Ganges, enquanto Babaji, Luisa e eu caminhava por uma das suas ruas variegadas, esquivando-se desajeitadamente rickhaws e vacas, em um dia brilhante esplendidamente. Escreve rua Ramiro.

Tinha cheiro de milho torrado, patchouli, fezes e outros tantos cheiros multivariados desta cidade onírica, cujo cenário caótico e chocante misturam-se com os charlatães, fervorosos devotos com rogues, a superstição mais nojenta com o místico mais refinado. Eu ouvi as palavras sempre precisas de Babaji Augusto:

“Ramiro, hay que saber mirar y mantener la calma ante todo. Ecuanimidad. Todos somos como los dedos de una gran mano cósmica y tenemos que aprender a conectar con ella, de la que en realidad nunca hemos estado desconectados. En este sentido es muy útil la meditación. El corazón de todas las criaturas es el mismo, pero desde niños nos han superpuesto códigos, esquemas y se ha ido configurando el ego, que se interpone entre uno y su ser real”.

Éramos vários dias em Varanasi, para daí a viagem por seguindo os passos de Buda estado indiano de Bihar. O espírito, sentimos nirvanizado em Bodh Gaya, onde nós estávamos meditanto e explorar lugares e cavernas em que o despertou meditando e lembrando as sábias palavras: "você é seu próprio refúgio. "O que pode ser outro refúgio?."

De lá para Radjir, o antigo Rajagriha, onde Buddha, incansável e infinita compaixão, não deixa de mostrar esse ensinamento ele disse que era perfeito em seu começo, seu meio e seu fim.

Eu mexendo para Fonseca de Jesus, tan amante de la cultura japonesa, con que nos íbamos a alojar en Radjir en un hotel japonés con baños de vapor, primorosas habitaciones decoradas al estilo japonés y exquisito sushi para deleitar el paladar. Así se anunciaba dicho hotel. Llegamos al mismo y Jesús se lanza a la recepción. Quiere darse enseguida un baño al estilo japonés. También a Luisa y a mí nos apetece, ¡cómo no tras un larguísimo recorrido por carretera y donde tanto se nos ha prevenido contra los dacoits (bandoleros) y naxalitas (separatistas)! Pues los baños no funcionan desde hace mucho, están averiados. India es India. Dudo que hayan funcionado alguna vez, dudo incluso de que existan. Decepción en el rostro de Jesús. Bueno, no hay que desesperar, pues quedan esas habitaciones lujosamente adornadas al más puro estilo japonés.

Ensinam-em um. Ora, ora! Um simples tapete no chão e uma almofada puída. Nós escolhemos acabar com o estilo ocidental, destartaladas também, mas despretensioso. Bem, é o jantar, sushi e outros pratos japoneses que irão encantar o paladar de Jesus e Luisa. Não tem comida japonesa. É um hotel japonês e não tem comida japonesa. Em suma, um pouco de um chapati, dhal (lentilhas) e gelo creme que é um pedaço de gelo.

Mas a recompensa vem depois do jantar. Vamos a um templo tailandês que existem em grande proximidade, em uma paisagem silenciosa. Medite com os monges e noviços até a noite, departimos com o Venerável monge que dirige o lugar e deixar-nos envolver e nutricionistas por orações budistas. As profundezas da minha mente ecoa as palavras do refúgio triplo: "Buddha saranam gachami saranam saranam gachami sangha, gachami dhamma". Ou seja, "Eu busco refúgio no Buda, o ensino e a Comunidade".

No dia seguinte seguimos as pegadas de Buda e os lugares em que pronuncia sermões ou meditaram. Assim, nós estão acumulando equanimidade, que nos tornará menina para um par de dias suportar uma acidentada viagem para Varanasi. Horas no aeroporto e vai cancelar o voo pelo nevoeiro; horas de suplicantes à estação de caminhos de ferro até amanhecer e há greve. Então alugamos um carro e volta para Varanasi. A ilusão de abraçar Babaji novamente!

Pero el destino juega sus imprevisible bazas. No encontramos a Babaji y en horas tenemos que viajar a Delhi para no perder el avión de vuelta a España. Buscarle y no poder hallarle resulta desgarrador. Innumerables sadhus junto a las aguas gangéticas, pero Babaji no aparece. Lo que yo no podía haber sospechado ni remotamente es que nuestro último encuentro en esta cenagosa ruta que es la del samsara (fenoménico) había tenido lugar días atrás. Murió antes de que yo pudiera ir de nuevo a visitarle. Muy a menudo recuerdo sus palabras:

"Este mundo é um palco enorme: nós somos os jogadores e estamos jogando nossa parte." Quando o trabalho completo. Vamos voltar ao nosso lar. A alma é o motorista e o corpo é o carro. Se não existe amor e respeito, a vida é selvagem. O amor é como uma flor. Não exige nada em troca. Dançamos sempre de acordo com a vontade do absoluto, mas não percebemos isso. Meditação é o melhor caminho de vida para todos. Neste planeta, vamos descansar alguns dias e partiu. Temos de servir aos outros e ganhar a paz de espírito".

Calle Ramiro

RamiroCalleMais de 50 anos tem sido Calle Ramiro ensinar yoga. Ele começou a ensinar em casa e criou uma academia de correspondência de ioga para toda Espanha e América Latina. Em janeiro de l971 abriu sua Centro de Yoga Shadak, que já se passaram mais de meio milhão de pessoas. Seus 250 trabalhos publicados incluem mais de 50 anos dedicados à ioga e disciplinas relacionadas. Ele fez Yoga a finalidade e o sentido de sua vida, tendo viajado centenas de vezes para a Índia, a pátria do yoga.

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Por • 24 de abril de 2017 • seção: Assinaturas, Calle Ramiro