Há ioga e há molho, mas sem molho de yoga

Eu costumo distinguir entre yogis e yogis: o primeiro tem uma motivação para a melhoria humana e auto-desenvolvimento, enquanto o último só estão interessados em flexibilidade e culto do corpo, descartando a sua formação de qualquer intenção de apego humano e instrumentalizar o corpo para ampliar a consciência. Escreve rua Ramiro.

Ginasta indiano no Mallakhamb World Championship s'Yoga em um post' em Mumbai, 2019

Eu li e reli com grande interesse e desfrutar do último trabalho da minha boa amiga Pepa Castro, que eu sempre considerei um jornalista magnífico, daqueles tempos distantes, quando eu magistralmente correu a revista Psicologia prática e mais tarde Yoga Journal, y yo tenía la ocasión de colaborar con mis artículos en ambas publicaciones. Todo lo expuesto en este sagaz artículo por Pepa es del más puro sentido común y lo hace con su habitual claridad y sin ambages. Por aquello que denuncia, me gusta distinguir, a modo práctico, entre yoguis y yoguistas, pues en tanto los primeros tienen una motivación de melhoria humana e Auto, los segundos tan solo se interesan por la flexibilidad y el culto al cuerpo, desposeyendo su entrenamiento de cualquier intención de pefeccionamiento humano y de instrumentalizar el cuerpo para ensanchar la consciencia.

Ya en mi primer viaje a la India, tuve ocasión en Delhi y Benarés de contemplar a llamativos contorsionistas que lo único que pretendían retorciendo sus cuerpos era obtener unas rupias del turista. Cruzaban las piernas por detrás de la cabeza como el que cruza los brazos ante su pecho. Así de fácil. Otros más osados efectuaban posturas hacia detrás que parecía iban a quebrar su tronco, pero ninguno de ellos había oído jamás el término “asana” , si bien tenían la desfachatez de presentarse como yoguis. Pero sin llegar tan lejos en sus proezas de “retorcimiento” , los yoguistas o exhibidores de posturas seria muito abaixo na elasticidade de um Nureyev, para dar um exemplo. Então isso não os torna "campeões" de flexibilidade também. E em qualquer caso, cOmo disse Ramana Maharshi, a melhor asana é a paz de espírito, bem como o melhor jejum do silêncio interior.

Por um punhado de dólares

Mentores hindus que vieram para os EUA e prostituíram yoga, mostrando-o como um calistênico ou ginástica exótica, saiu do controle com o assunto e nunca imaginou talvez que ele iria acabar prevalecendo um "yoga" americanizado que não sabe nada sobre os graus de Patanjali ou os versos do Bhagabad Gita, Ou DhammapadaOu Shiva-sutras, Ou Viveka-Chudamani, mas apenas trechos competitivos levados ao limite. Claro, deve-se dizer que os mentores hindus que chegaram na América do Norte foram dadas aos campeonatos asana, e uma competição bruta em tal direção. Que desrespeito à sua tradição! Mas um punhado de dólares foi um punhado de dólares, e já Theos Bernard na década de 1940 ele sentiu o que aguardava yoga, na Índia e no Ocidente, e talvez mais, porque ele escreveu que estava imerso no pântano da ignorância.

Como meu bom amigo o professor diz Gustavo Plaza, há yoga e há molho, mas o que não há (ou não deveria ser) é salsa-yoga. Mas é só uma questão de tempo até que possa haver, querido Gustavo.

Dinkar Sakrikar publicado no India Express o seguinte, bem mais de meio século atrás:

“Es muy lamentable que tantos entusiastas del yoga desplieguen sus habilidades como si se tratara de una atracción circense. Nos apena mucho ver cómo, a veces, se exhiben trucos físicos y contorsiones del cuerpo que nada tienen que ver con el yoga. Confiemos en que los estudiantes sinceros del yoga harán todo o que esté en sus manos para poner fin a estas demostraciones”.

Eu espero que sim. Mas, em qualquer caso, há sempre o conforto de que no final um é seu próprio professor e seu próprio discípulo. E que o que prevaleceu, contra o vento ea maré, mais de cinco mil anos, continuará a fazê-lo, como yogis verdade e não alguns yogis continuará a surgir.

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Por • 11 Nov, 2019 • Sección: Assinaturas, Calle Ramiro