Ele morre lentamente

Começamos a semana com este belo poema do escritor e jornalista brasileiro Martha Medeiros, para desejar que você continue vivendo com paciência ardente a cada momento de sua vida. Compartilhe Koncha Pinós-Pey para MIMIND Space.

Poema

Ele morre lentamente

Ele morre lentamente
que se torna escravo do hábito,
repetindo as mesmas jornadas todos os dias,
que não muda a marca.
Ele não arrisca usar uma cor nova e não fala com aquele que ele não conhece.

Ele morre lentamente
que faz da televisão o seu guru.

Ele morre lentamente
que evita uma paixão,
que prefere preto sobre branco
e os pontos sobre os "íes" para um redemoinho de emoções,
precisamente aqueles que resgatam a cintilação dos olhos,
sorrisos de bocejos,
corações para tropeça e sentimentos.

Ele morre lentamente
que não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
que não arrisca a verdade pelo incerto para ir atrás de um sonho,
que não é permitida pelo menos uma vez na vida,
fugir do Conselho sensuatoly.

Ele morre lentamente
que não viaja,
que não lê,
que não ouve música,
que não encontra graça em si mesmo.

Ele morre lentamente
que destrói o seu amor próprio,
que não se deixam ajudar.

Ele morre lentamente,
que passa seus dias reclamando sobre sua má sorte
ou a chuva incessante.

Ele morre lentamente,
que abandona um projeto antes de começar,
Não perguntar sobre um assunto que você não sabe
ou não responder quando você está sendo perguntado sobre algo que você sabe.

Evitemos a morte em cotas suaves,
Sempre lembrando que estar vivo requer um esforço muito maior
do que apenas o fato de respirar.
Só a paciência ardente nos fará conquistar
felicidade esplêndida.

estudiosContemplativos

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Por • 28 Oct, 2013 • Sección: Geral